Olá Amigos,
Uma vez eu li em um livro que devemos escrever em nosso blog apenas quando estamos bem, portanto hoje é dia!
Sabemos que o Natal tem um sentido para todos.
O nascimento do menino Jesus, e uma série de outras coisas boas que celebramos a partir desse evento.
A celebração, os presentes, Papai Noel, ceia, luzes, decorações, e os outros ritos que acompanham essa época do ano, para os Cristãos.
Claro que tudo isso tem importância, pois além de trazer alegria, imagino eu que também traga menos tragédia.
Mas acima de tudo isso, acredito que existe algo mais relevante.
Vivemos em um mundo superficial atualmente, descartável (vulgo “single-serving”), eu diria, e por isso mesmo nasceu esse blog que vos fala.
O motivo do “nascimento” deste blog, na verdade, nunca foi e nunca será celebrar a distância entre as pessoas, a frieza de sentimentos ou a superficialidade da aparência, mas justamente criticar esses traços e trazê-los à tona para lembrarmos de que vale a pena transparecer nossas emoções com o próximo, não apenas no período de Natal.
No entanto, sabemos que essa época é mais propícia à aproximação de entes queridos, alguns que talvez não vemos a muito tempo, ou que simplesmente aproveitamos a oportunidade para dizer que gostamos muito deles.
Se existe alguma mágica no Natal, acredito que essa seja a maior delas, afinal, existem alguns bens que não têm preço e temos que acumular ao máximo, ou nós é que passamos a valer menos.
Preocupados em nos redimir de algo que gostaríamos de ter dito a muito tempo, ou simplesmente por mero oportunismo, nos entregamos ao calor dos presentes e celebrações para dizer um simples: “felicidades, tudo de bom!”, e dar um abraço. E mais do que isso, ganhar um!
Vamos ser realistas, muitos aqui talvez sejam paparicados o dia inteiro por suas mães e pais, ou pelo mundo inteiro, mas outros simplesmente estão gritando por dentro. Não há nada de errado nisso, e muitas vezes a culpa não é da pessoa, mas das situações, pessoas e motivações que as rodeiam. E do maior inimigo da fraternidade: o orgulho.
Ávidos filhos da esperança, são os nossos Cristãos. Esperando o Natal pra ganhar “presentes”.
Esse Natal posso dizer que já ganhei o meu, quando ouvi alguém dizer que lembrava sempre dos bons momentos que passávamos juntos.
A vida é feita de momentos, portanto esse Natal eu descobri que ganhei, não uma caixa repleta de bom-bons, mas uma parte da minha vida, repleta de bons momentos. Ou seja, o presente foi duplo.
Me diga, quando você consegue dar um presente e receber ao mesmo tempo sem precisar necessariamente comprar algo?
Para alguns pode ser pouco, para mim é valioso.
Lembrem-se, as maiores fortunas estão nas coisas mais simples.
Viva o Natal!
Feliz Natal.



